
Na última quarta-feira, 19/05, a Câmara Municipal aprovou por unanimidade o projeto de Lei nº 004/2021, que denomina como “Alba Vivas De Souza” a rua junto à praça Rui Barbosa, ladeado com a rua São Sebastião da encarnação e o Mirante/Canto. O projeto é de autoria dos vereadores Luís Gustavo Santos Porto e de Adelino Batista do Nascimento (Dudu).
CONHEÇA A HISTÓRIA DE ALBA VIVAS
Alba Vivas de Sousa nasceu em Maraú, no dia 15 de abril de 1921, filha caçula de Sebastião da Encarnação Vivas e Alzira Lemos Vivas (que já tinham Arivaldo, Waldomiro, Aroaldo, Elza e Aldith). Aos 21 anos casou com o também marauense João Pereira de Sousa, com quem teve 10 filhos (Geraldo, Rita Céres, Celeste, João Astério, Luiz, Jesus, Sebastião, Ruy, Jorge Allan e Augusto César).
João era Coletor Federal (hoje se chama Auditor Fiscal) concursado. Alba, embora vivesse para a família (afinal, criar 10 filhos não deve ser fácil), em alguns momentos teve participação ativa nos destinos do município, como quando foi prefeita por cinco dias. A história é assim: Alba era secretária do prefeito Almiro Mendes. O prefeito teve necessidade de viajar por um período e, como não existia a figura do vice-prefeito nem do presidente da Câmara assumir, designou a secretária para ficar à frente dos destinos da cidade durante aqueles 5 dias.
Mas chegou o momento de deixar Maraú e seguir a “Bahia” (como Salvador era chamada na época). A prioridade do casal era que os filhos estudassem, que pudessem ter a formação que eles não puderam ter. Os filhos maiores foram mandados antes, mas quando chegou a vez dos menores, Alba fez questão de ir junto, abrindo mão da tranquilidade da vida em Maraú, pelo bem dos filhos. Inicialmente foram para Serrinha e depois a mudança quase que em definitivo para Salvador.
Quase porque mesmo morando em Salvador, passavam 4 meses por ano em Maraú (o período das férias escolares). As raízes com a terra natal sempre foram muito fortes, tanto no casal quanto nos filhos. Missão de educar os filhos cumprida, João e Alba retornaram à Maraú, onde viveram até o momento final de suas vidas (eram tão unidos que apenas cinco dias separou a morte dela para a dele), em 1997.
Alba sempre foi muito querida em Maraú, por sua simpatia (rindo quase sempre), por sua generosidade, amiga sincera e leal. Era muito religiosa, católica praticante, daquelas de sentar nos primeiros bancos da igreja, de não perder uma missa. Devota de Santa Rita de Cássia, tinha também um apreço muito grande por São Sebastião, padroeiro de nossa cidade. Tinha em casa um nicho cheio de santos, muitos homenageados nos nomes dos filhos (São Geraldo, Santa Rita, Santa Maria, São João, São Luiz, São Sebastião, São José, São Jorge, Santo Augusto, além de um Jesus e Dom Eduardo).
Não por acaso, a rua Alba Vivas de Sousa se une com a ladeira Sebastião de Encarnação Vivas, seu pai. Uma justa homenagem, no mês que completa 24 anos de sua morte.













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