A literatura ganhou uma nova voz vinda do interior da Bahia. Aos 21 anos, a estudante de Letras da Universidade Estadual de Santa Cruz (UESC), Liggia Oliveira, moradora da comunidade de Tabuleiro, na zona rural de Maraú, realizou o sonho de publicar seu primeiro livro, O Amor que Vive Além do Tempo – In Memoriam. A obra nasceu de uma experiência profundamente pessoal e busca levar acolhimento, esperança e reflexão a leitores que enfrentam o luto.

O livro narra a trajetória de uma mãe que transforma a dor da perda do filho, Jhonatan Gabriel, em uma mensagem de amor, fé, memória e superação. Mais do que retratar o sofrimento da ausência, a obra mostra como a escrita pode servir como instrumento de ressignificação, preservando lembranças e oferecendo conforto a outras famílias que vivenciam experiências semelhantes.

Natural do Tabuleiro, zona rural de Maraú, Liggia acredita que sua caminhada representa o sonho de muitos jovens das comunidades rurais que desejam ingressar na universidade e conquistar espaço por meio da educação. Formada em Fotografia pela UNOPAR, ela atualmente cursa Letras na Universidade Estadual de Santa Cruz (UESC), onde aprofunda seus estudos e fortalece sua paixão pela literatura. Para a autora, escrever é uma forma de dar voz às experiências humanas e mostrar que toda história merece ser contada.

A publicação da obra contou com o apoio do Programa Escritores Independentes, idealizado por Jucelino Silva Bomfim. A iniciativa incentiva novos autores a transformarem suas ideias em livros, oferecendo orientação e acompanhamento durante o processo de publicação. Mesmo enfrentando desafios e com poucos recursos, o programa já contribuiu para que diversos escritores independentes realizassem o sonho de lançar suas obras.
Para Liggia, publicar O Amor que Vive Além do Tempo – In Memoriam representa muito mais do que o lançamento de um livro. É a concretização de um propósito de eternizar a memória de seu filho e o início de uma nova etapa como escritora, levando sua mensagem para além dos limites de Maraú.
“Escrever este livro foi uma forma de eternizar o amor pelo meu filho. Espero que cada leitor compreenda que o amor verdadeiro nunca termina e que, mesmo diante da dor, sempre é possível encontrar esperança. Também desejo que minha trajetória incentive outros jovens, especialmente os que vivem em comunidades do interior, a acreditarem que seus sonhos podem se tornar realidade”, afirmou a autora.
Com a publicação de sua primeira obra, Liggia Oliveira coloca o nome de Maraú no cenário da literatura independente e mostra que talento, sensibilidade e perseverança podem transformar histórias de vida em mensagens capazes de tocar e inspirar pessoas de diferentes lugares.













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