Turismo

Feriadão de 12 de outubro será o melhor para o turismo desde março

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Ainda não há remédio muito menos vacina para o coronavírus. Mas parte das pessoas que ficaram em isolamento social nos últimos sete meses estão cansadas e buscando quebrar essa rotina, por isso, acabam optando por viagens curtas, as famosas “escapadas”. É justamente esse desejo coletivo por algo diferente que faz o setor de turismo ensaiar uma retomada na Bahia.

O cenário ainda está longe do ideal, mas o feriadão desde 12 de outubro, dia da Nossa Senhora Aparecida, deve ser o melhor desde março, quando a pandemia atingiu o Brasil. Em Salvador, a taxa de ocupação dos hotéis deve ficar entre 30 e 35%, informa Roberto Duran, presidente da Salvador Destination.

A Associação Brasileira da Indústria de Hotéis da Bahia (ABIH-BA) não sabe precisar a taxa de ocupação prevista para a data, mas espera que o índice fique, pelo menos, acima de 50% para os hotéis abertos de Salvador.

A Federação Baiana de Hospedagem e Alimentação (Febha) é mais otimista. Segundo o presidente da entidade, Silvio Pessoa, a taxa de ocupação na capital deve ficar na faixa dos 60% para o feriadão. Já outras localidades turísticas, como Porto seguro, Morro de São Paulo e o Litoral Norte, devem registrar entre 70% e 80% dos seus leitos ocupados.

Nem com o otimismo, a ocupação dos hotéis de Salvador deve se aproximar do que era registrado no mesmo período de 2019, quando a taxa estava na casa dos 80%, segundo a Febha. Nos outros pontos turísticos mais procurados da Bahia a situação é melhor podendo atingir a faixa dos 80% de leitos ocupados, como ocorreu no feriadão do dia das crianças do ano passado.

Litoral em alta
Na capital baiana a recuperação é lenta, mas outros destinos na Bahia estão tendo índices melhores, como Porto Seguro, Itacaré, Morro de São Paulo e, principalmente, Litoral Norte.

“Esses destinos estão com alta procura principalmente de pessoas saindo de Salvador, que querem entrar num carro com a família para descansar durante o fim de semana, mesmo que seja só para alugar uma casa na Linha Verde e curtir uma piscina”, explica Luís Leão, presidente do Sindicato das Empresas de Turismo da Bahia (Sindetur).

O fato dos destinos de sol e praia, como Porto Seguro e Itacaré, estarem abertos há mais tempo impacta a escolha do local para passar o feriadão, aponta o Secretário de Turismo da Bahia, Fausto Franco. “As pessoas se sentem mais seguras para ir”, diz.

Para o gestor, nesse momento, a procura é por lugares com menos aglomerações, o que também incentiva a visita a cidades do interior da Bahia. Franco ressalta que o movimento de turistas ainda é tímido se comparado com o período anterior à pandemia, mas demonstra o processo de retomada do setor. Procurada, a Secretaria Municipal de Cultura e Turismo (Secult) não respondeu até o fechamento desta edição.

O pouco mais de um mês de diferença entre o 7 de setembro e o 12 de outubro vai fazer diferença no turismo. Um dos fatores apontados pelo presidente da Febha é a liberação do transporte intermunicipal no estado, em 28 de setembro.Pesa contra Salvador também as medidas de restrição presentes na cidade.

Perfil do turista
O trade turístico também avalia que houve uma mudança no perfil dos viajantes. As pessoas estão evitando entrar em ônibus, aviões e transportes coletivos em geral, dando preferência a destinos próximos, que dê para ir de carro com a família e amigos.

 “As pessoas estão na sede de sair de casa. Estão buscando qualquer coisa, mesmo que seja apenas para respirar coisas novas e descansar num lugar diferente. É mais para quebrar a rotina”, avalia Luís Leão.

Os turistas também devem percorrer distâncias menores para viajar, aponta Pessoa. Os mineiros, por exemplo, procuram as praias de Porto Seguro, enquanto, os turistas de Aracaju devem passar o dia das crianças no Litoral Norte. “Acredito muito nos visitantes do interior do estado ou de estados vizinhos”, pontua o presidente da Febha.

Para o secretário de turismo da Bahia, a busca pelas viagens mais próximas também ocorre pela baixa oferta de voos. “Vamos para 35% de oferta da malha a aérea na comparação com o número de voos antes da pandemia. É difícil achar voos e quando acha, os preços são pouco convidativos”, afirma Franco.

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