A repercussão em torno da cobrança da TUPI (Tarifa por Uso do Patrimônio de Ituberá) continua gerando desdobramentos. A Prefeitura de Ituberá anunciou que será cobrada uma taxa de R$ 200 por pessoa dos turistas e visitantes que participarão da próxima edição do Universo Paralello, festival realizado na Praia de Pratigi.

Em nota divulgada após o anúncio da tarifa, a organização do Universo Paralello informou que a cobrança poderá comprometer a permanência do evento em Pratigi e afirmou que, caso a medida seja mantida nas próximas edições, estudará a transferência do festival para outro local.
Diante desse cenário, em conversa com Darli, do Barra Grande 24h, o secretário municipal de Turismo de Maraú, Hagmar Madeira, afirmou que o município está de portas abertas para receber o Universo Paralello caso a organização decida deixar Pratigi.
Segundo o secretário, Maraú possui vocação para o turismo e tem interesse em dialogar sobre a realização de grandes eventos que fortaleçam a economia local e promovam ainda mais o destino.
A Península de Maraú reúne vantagens estratégicas para sediar um festival desse porte. O município está mais próximo do Aeroporto Jorge Amado, em Ilhéus, facilitando o acesso de visitantes de todo o Brasil e do exterior. Além disso, está integrado a importantes destinos turísticos, como Itacaré, oferecendo diversas opções de hospedagem, gastronomia e passeios.
Outro ponto favorável é a existência de áreas com potencial para receber um evento da dimensão do Universo Paralello, que reúne milhares de participantes e movimenta milhões de reais na economia.
A possibilidade de Maraú receber o festival também foi defendida por empresários do setor turístico da Península. Em grupos de WhatsApp, diversos empreendedores manifestaram apoio para que a Prefeitura de Maraú busque diálogo com a organização do evento, destacando o impacto positivo que ele pode gerar para hotéis, pousadas, restaurantes, bares, transportes e demais segmentos do turismo.
Mesmo sendo realizado em Pratigi, o Universo Paralello já movimenta significativamente a economia da Península de Maraú. Todos os anos, após o encerramento do festival, muitos participantes seguem para Barra Grande e outras localidades do município para aproveitar as praias, piscinas naturais e demais atrativos turísticos da região.
Caso a saída de Pratigi realmente se concretize, Maraú passa a ser uma das possíveis alternativas para receber um dos maiores festivais de música eletrônica da América Latina.













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