Após delegado ser morto durante abordagem em Itabuna
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Após delegado ser morto durante abordagem em Itabuna, Polícia Militar e Polícia Civil trocam acusações, diz jornal

A morte do delegado José Carlos Mastique Filho, sepultado nesta segunda-feira, gerou um enfrentamento sério entre as polícias Militar e Civil da Bahia. Mastique foi morto por um PM, com um tiro no peito, na madrugada de domingo, ao ser abordado. O caso é mal explicado.

Segundo a PM, ela recebeu um chamado sobre briga entre um homem e uma mulher na Avenida Aziz Maron, centro de Itabuna. Uma guarnição foi para o local, alertada que o homem estava armado. Quando foi fazer a abordagem, o delegado sacou sua arma, de dentro de seu Honda City, gerando a resposta dos PMs.

Os PMs levaram Mastique para o Hospital de Base de Itabuna, onde ele morreu. O sindicato dos policiais civis (Sindipoc) enviou à imprensa uma nota contestando a versão da PM. Para ele, foi uma “ação desastrosa” em que o delegado foi morto “ao tentar evitar uma agressão de um PM de folga contra sua acompanhante”.

Na versão do Sindipoc, o delegado e um investigador se identificaram e, quando Mastique pegava sua arma para entregar à PM, foi atingido. O sindicato não explicou por que o delegado estava entregando a arma depois de ter se identificado, nem o que o investigador fez naquele momento.

A investigação está à cargo da própria polícia civil, que deve usar imagens de uma câmera de segurança para concluir o inquérito, além do testemunho do funcionário de um posto de gasolina próximo ao local e de uma mulher que estava no veículo do delegado.

Falta uma explicação da PM sobre quem e onde estavam o homem e a mulher cuja briga foram evitar. Era o delegado e a mulher que estava no carro? Eram outros? Quando a PM abordou Mastique, a mulher e o investigador estavam no carro? Não estranharam uma terceira pessoa na “briga”?

Do lado do sindipoc também faltam explicações. Onde estavam o “PM de folga e a companheira agredida”?

Quem é a mulher e o investigador que estavam com Mastique e o que eles têm a ver com a “briga” entre o PM e a companheira dele? Os dois lados devem explicações melhores que só a investigação pode dar.

A Associação de Praças da Polícia e Bombeiro Militar da Bahia (APPMBA), lamentou o episódio, repudiou a nota do Sindipoc e um áudio do presidente do sindicato. “Neste momento de dor para todos nós integrantes da segurança pública, nos cabe aguardar a conclusão das investigações, e não pre julgamentos”, disse.

Fonte: A Região









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