Um golpe que se espalha pelo país faz vítimas também na Península de Maraú. Desta vez, o caso aconteceu no distrito de Barra Grande, na última sexta-feira, dia 24, quando dois homens alugaram dois quadriciclos apresentando duas CNH falsas com nomes e fotos de possíveis laranjas. 

O proprietário dos quadriciclos só descobriu o golpe, após ir até a pousada em que os criminosos disseram estar hospedados e ser informado que não tinha nenhum hóspede com os nomes da CNH. A vítima procurou a polícia civil em Barra Grande, que acionou a Polícia Militar de Camamu e Ituberá.

Por volta das 17h, os criminosos foram vistos nas proximidades do Posto Líder, já na cidade de Camamu, trafegando em alta velocidade e quase atropelando pedestres que passavam pelo local na hora. A polícia militar de Camamu foi acionada e saiu em busca dos criminosos que deixaram os veículos na região de Pinaré. Os suspeitos fugiram.

COMO FUNCIONA O GOLPE

Os falsos clientes alugam carros ou quadriciclos em locadoras, não devolvem e vendem os veículos como se fossem deles ou desmontam as peças para revender. A polícia não enquadra isso como furto e, sim, como apropriação indébita.

O golpista ou um laranja aluga o carro ou quadriciclo, não devolve e se aproveita de uma brecha na lei que não considera isso roubo ou furto. Dessa maneira, o veículo não entra no radar da polícia.

Para muitos advogados, é preciso rever alguns processos para diminuir esse tipo de crime. A primeira medida é fazer com que conste nos registros do Detran [Departamento Estadual do Trânsito ] restrições ao veículo não só de roubo e furto, mas também de outros crimes, estelionato e apropriação indébita. Paralelamente os delegados, vendo esse contexto brasileiro de milhares e milhares de veículos que são furtados usando uma simulação de locação, passem a registrar esse tipo de episódio como o que eles realmente são, que é um furto mediante fraude.