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:: 9/out/2018 . 15:35

Raimundinho da JR foi o candidato a deputado estadual que gastou R$ 700 mil em campanha e não foi eleito

Não faltou material de propaganda e cabos eleitorais na campanha de Raimundinho da JR (Foto: Reprodução)

Por: Correio da Bahia

“Seu Raimundinho, quantos caminhões o senhor tem atualmente?”, perguntamos ao empresário Raimundinho da JR, que foi candidato a deputado estadual pelo Partido Democrático Trabalhista (PDT). “Rapaz, já perdi as contas. Preciso contar. Mas, posso dizer que são muitos”, disse, com a serenidade de quem, de fato, tem muitos caminhões.

Talvez por isso, Raimundo Ramos de Andrade, 57 anos, tenha acordado nessa segunda-feira (8) pós-eleições com a alma em paz, mesmo tendo perdido o pleito e tendo sido o candidato na Bahia (entre todos os cargos) que mais investiu com recursos próprios na campanha. No total, foram R$ 707 mil. Dos quais, R$ 20 mil doados por terceiros (no caso, um cidadão chamado Milton Barbosa da Silva). O restante, R$ 687 mil (mais de 97%), Raimundinho doou para si próprio.

Como somou 37.047, podemos dizer que o custo por voto saiu por R$ 18. Nem chegou a doer no bolso. “Estou tranquilo. De cabeça erguida. Não vou parar, vou continuar tentando”, disse o empresário, que garante ter um grande projeto político. “Meu projeto para a vida pública é diferenciado”. Segundo defende, no seu caso, a política não é feita para enriquecer.

Raimundinho não foi só o que mais investiu do próprio bolso na campanha. Ele foi, na verdade, o candidato mais rico na Bahia, incluindo os postulantes a governador. Aliás, o empresário tem um patrimônio maior do que todos os 14 candidatos ao governo e vice, juntos. O valor dos bens declarados à Justiça Eleitoral soma pouco mais de R$ 20 milhões. Os bens dos candidatos ao Palácio de Ondina e seus vices somados chegam a R$ 9,5 milhões – ou seja, menos da metade do patrimônio de Raimundinho.

É a maior prova de que o candidato que mais investe na campanha nem sempre tem o melhor resultado. Só para se ter uma ideia, o deputado estadual mais votado na Bahia, João Isidorio, com 110.540 votos, gastou R$ 121 mil (entre doações de partidos, doações de pessoa física e recursos próprios). Cada voto de Isidorio custou, em média, R$ 1. O que faltou então para Raimundinho da JR ser eleito?

Trajetória
Na adolescência, Raimundinho da JR vendia vísceras bovinas na feira da cidade de Aurelino Leal, onde nasceu, no Sul do estado. “Trabalhava duro para levar um troco pra casa”. Depois, seguiu os passos do pai, que era caminhoneiro. “Eu era doido para dirigir caminhão”. Começou dirigindo um caminhão. Em alguns anos, dirigia a JR, uma transportadora de cargas, principalmente de produtos químicos.

Ex-ministro de Temer e um dos caciques da política baiana, Antônio Imbassahy não consegue se reeleger e perderá o foro privilegiado 

Por: Revista Veja

Quatro deputados federais na Bahia aliados ao presidente Michel Temer (MDB)sofreram com o desgaste do governo e não conseguiram se reeleger nas eleições deste ano. No estado, a onda petista se manteve e assegurou a vitória em primeiro turno para o governador reeleito Rui Costa (PT), além de 60,28% dos votos para o presidenciável Fernando Haddad (PT).

No decorrer da campanha, os governistas pediram que o eleitorado não votasse nos aliados de Temer, que aprovaram o impeachment da ex-presidente Dilma Rousseff (PT), a reforma trabalhista e a PEC do teto de gastos.

Ex-ministro da Secretaria de Governo, Antonio Imbassahy foi apenas o segundo mais votado de seu partido, o PSDB, com 66.320 — ele perdeu quase 60.000 votos em comparação com o pleito anterior. O tucano foi um dos principais aliados de Temer e deixou o posto após pressão do centrão, que estava descontente com atuação do baiano no cargo.

O vice-líder do governo, Benito Gama (PTB), também não conquistou a recondução. Ele teve 29.964 votos, cerca 40.000 a menos do que em 2014. Relator do projeto de privatização da Eletrobras, José Carlos Aleluia (DEM) foi apenas o oitavo mais votado da coligação formada pelo DEM, PRB e PV na Bahia. Na aliança, o relator da reforma da Previdência, Arthur Maia (DEM), conseguiu se salvar e se reelegeu.

Em Maraú, o Deputado era apoiado pelo grupo da oposição que conseguiu apenas 310 votos para o parlamentar.

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